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iPhone 3GS versus Nexus One: Guerra de Titãs?
Quando o assunto é escolher um bom smartphone, quem vence essa batalha? A poderosa Apple de Steve Jobs ou o iniciante, porém querido robô do Google? Descubra as vantagens e desvantagens de cada um dos celulares.
Desde o seu lançamento, o Android vem dividindo corações e provocando uma série de questionamentos a ponto de colocar em cheque alguém que já tinha seu posto conquistado: o iPhone. Apesar de não ser um sistema exclusivo para um aparelho, como o iPhone OS é, o Android conquista cada vez mais fãs e começa a preocupar. O cenário antes de o Google anunciar o sistema operacional para smartphones era bastante conveniente para a Apple.
Desde o lançamento do iPhone não se via algo tão revolucionário. Com um conceito teoricamente simples, o primeiro aparelho com tela capacitiva e capaz de rodar os mais variados tipos de mídia é o aparelho mais desejado desde que chegou às prateleiras. Depois de lançar esse conceito de telefones prontos para o que for, a concorrência precisa correr atrás do “prejuízo”.
A partir desse momento, a competição entre as marcas já tradicionais do ramo de telefones fica cada vez mais pesada, mas nenhum deles é o iPhone. Modelos como o LG Cookie ou Samsung Scarlet podem até tentar, mas o fato de não possuírem sistema operacional exclusivo, loja de aplicativos quase infinita e tela de altíssima sensibilidade faz com a briga fique em um patamar um pouco mais baixo.
Com os “peixes pequenos” brigando por um espaço com os consumidores tidos como “leigos” no assunto tecnologia, o mercado fica livre para a Apple provar que é realmente boa naquilo que faz, ou seja, o iPhone. A versão 3GS do telefone só contribuiu para aquilo que já era bom, ficar ainda melhor. A evolução vinda do iPhone 3G para o 3GS atraiu ainda mais fãs para a tal bola de neve dos amantes da Maçã.
Apesar de ter sido lançado para o mundo em meados de maio de 2009, o iPhone 3GS só chegou ao Brasil em agosto a preços muito altos, se comparados ao que custariam apenas na conversão simples de dólares para reais. Assim, o mercado para esse aparelho, pelo menos por aqui, ficou bastante restrito.
Quando o Nexus One foi lançado, dia 5 de janeiro de 2010, o reinado do iPhone começou a ficar ameaçado. Esse cenário foi aumentando justamente pelo fato de o “Google Phone”, como foi chamado por algum tempo, ter plataforma mais livre do que aquela projetada pela Apple. Assim, a liberdade para criar aplicativos fica ainda maior. Ainda assim, considerar aspectos técnicos é importante para formar alguma opinião a respeito de ambos os smartphones.
Sistemas Operacionais
O assunto mais polêmico a respeito dos dois aparelhos, é sem dúvida, o sistema operacional usado por cada um deles. Independente de considerar interface neste primeiro momento, é interessante observar alguns aspectos importantes e as diferenças mais fortes entre os dois smartphones. O mais chamativo de todos eles está ligado ao fato de o iPhone ter criado o conceito de navegabilidade para dispositivos totalmente dependentes de telas.
Ao contrário de sistemas como o Symbian S60, da Nokia, tanto o Android quanto o iPhone OS agradam muito o usuário pelo fato de serem simples de se usar. Porém, o que é mais forte nesse ponto da análise são as diferenças na base do sistema operacional. Assim, pode-se resumir rapidamente que o iPhone OS funciona de maneira quase idêntica ao OS X. É fechado, possui restrições de formatos para execução, mas até o momento funcionou superbem.
Entretanto, alguns usuários se queixam bastante do fato de o iPhone não permitir o uso de alguns programas que podem “concorrer” com aqueles desenvolvidos pela Apple. Um exemplo muito forte disso está na novela de navegadores para o iPhone OS. Enquanto muitos usuários defendem a chegada de um novo competidor no mercado, o Opera Mini, outros abraçam a causa da fabricante e preferem usar o Safari.
A batalha entre aplicativos é bastante contraditória no caso do iPhone. Enquanto a Apple restringe plugins, como o Flash Player, e outros navegadores, o Android trabalha com uma plataforma bastante livre, por natureza. Afinal de contas, toda a base dele é feita em código aberto e usa muito do Linux. Por isso, quem tiver um Nexus One pode contar com uma biblioteca de aplicativos muito mais vasta.
Entretanto, a disponibilidade desses programas nas lojas de cada um dos sistemas tem um importante fator a ser levado em conta: o tempo de existência de cada um deles. Assim, quando o iPhone se posiciona como primeira referência nesse mercado, o número de aplicativos para ele é muito superior. Apesar disso, o Android Market cresce a olhos vistos a cada dia que passa.
Velocidade e Processamento
Outro critério muito importante para ser avaliado na hora de optar entre o iPhone 3GS e o Nexus One é a velocidade de processamento de cada um dos aparelhos celulares. Neste ponto, “Google Phone” é o vencedor do duelo. Com um processador Qualcomm de 1GHz, o Nexus One é mais veloz diante dos 600MHz do seu rival da Apple.
Mesmo com mais poder de processamento, o Nexus One perde para o iPhone quando o assunto esbarra em processamento de gráficos. O “filho” de Steve Jobs consegue processar até 28 milhões de triângulos por segundo, enquanto o novato do Google fica com apenas 22 milhões.
Para completar o quesito “velocidade” é preciso levar em conta a quantidade de memória RAM que o aparelho tem para ser utilizada com os mais diversos tipos de aplicativo. Neste caso, quem leva a melhor é o Google Phone com os seus 512 MB contra os 256 que o iPhone 3GS oferece. A vantagem de ter mais memória RAM está intimamente relacionada com o fato de o Nexus One ser multitarefa, ao contrário do iPhone 3GS.
Interface
É fato que o padrão de ícones incrivelmente práticos já estigmatizado pelo iPhone deve se manter por um bom tempo. E justamente por isso, o sistema do Android decidiu adotar esse sistema. Ainda assim, existem algumas diferenças básicas dos menus e ícones do iPhone 3GS e do Android 2.1, versão atual do sistema operacional móvel do Google.
Enquanto o iPhone tem como tecla principal o seu botão “Home”, os Androids têm botões variados como o “Voltar”, “Menu”, “Home” e a “Busca”. Há quem prefira ter botões próprios para cada função, assim como os fãs de iPhone preferem acumular tudo em um botão só. Entretanto, essas diferenças estão contidas em algo bem simples: multitouch.
Como a maioria dos gadgets da Apple, o iPhone nasceu com a habilidade de interpretar toques múltiplos, ou seja, a interferência de mais de um dedo tocando a sua tela de maneira nativa. Os Androids também possuem essa função, porém é algo mais subjetivo, que fica a critério dos desenvolvedores de aplicativos. Por isso, quem pretende fazer alguma ação um pouco diferente em um Nexus One, por exemplo, precisa de botões adicionais.
O iPhone pode concentrar tudo isso no seu “Home”, porque já consegue interpretar movimentos específicos desde os seus primeiros passos. Mas, de uma maneira ou de outra, a navegabilidade em ambos os sistemas é simplesmente incrível, cada uma com as suas peculiaridades.
Isso fica muito visível quando o Android limita o número de painéis para a colocação de ícones e o iPhone apenas acumula áreas e mais áreas enquanto os aplicativos são instalados. Porém, os dois telefones permitem ao usuário organizar seus programas de acordo com o estilo, tema ou função. Basta pressionar um pouco a tela e aguardar a ação seguinte - não há segredo.
Telas Incrivelmente Competitivas
O iPhone lançou o conceito de telefone independente de teclados, disso todos já sabem. Porém, o Nexus One vem com tudo para tentar desbancar o concorrente da Apple. A primeira grande diferença está no material do qual cada uma delas é feita. O iPhone 3GS tem sua superfície feita de LCD, o famoso cristal líquido. Já o Nexus One possui tela fabricada em OLED, material mais moderno e de melhor resolução.
Em seguida, o tamanho da tela vem com critério crucial de desempate. Apesar de existir uma diferença de apenas 0.2 polegadas, o Nexus One continua na liderança com as suas 3.7 polegadas, enquanto o iPhone fica com o número de 3.5 polegadas. Mas, se para você a proximidade é o que basta, a resolução pode servir de fator decisivo. O iPhone 3GS trabalha com 480 x 320 pixels de resolução enquanto o Nexus One tem invejáveis 800 x 480 - praticamente o dobro.
Luz, Câmera, Ação!
Independente do foco que você pretende dar ao seu telefone móvel, os critérios “multimídia” e entretenimento pesam bastante na hora de escolher um aparelho. Se esse for o seu motivo principal, o iPhone vai acabar perdendo a batalha. Com apenas 3.0 megapixels, a qualidade das imagens capturadas pelo smartphone da Apple deixam a desejar se forem comparadas aos resultados obtidos com o Nexus One.
Apesar de não apresentar funções de edição de vídeo, o Google Phone tem impressionantes 5.0 megapixels e boa qualidade de gravação de vídeos. Assim, os cinegrafistas amadores podem ficar com os seus corações divididos quando estiverem entre um smartphone e outro. Mesmo sem possuir aplicativos nativos para editar imagem e vídeo, o Nexus One pode se tornar uma estação de edição móvel, basta encontrar os aplicativos no Android Market.
Armazenamento
Depois de falar sobre assuntos mais “leves” a respeito de ambos os aparelhos, finalmente chegamos a um estágio mais crítico do assunto. Por mais que muita gente confunda memória com armazenamento, este segundo item é um dos mais importantes a serem levados em conta. A diferença básica está no fato de a memória funcionar quase como o “combustível” e o armazenamento ser o “tanque” para que esse combustível faça com que as coisas funcionem rapidamente.
Sendo assim, ter um aparelho com boa capacidade de armazenamento, faz dele muito versátil e até mesmo fazer às vezes de um pen drive ou outro dispositivo móvel para carregar arquivos. Por isso, é importante destacar que existe uma diferença muito forte entre os dois aparelhos. Como já era de se esperar, o iPhone não é nenhum pouco flexível quando se trata de expandir memória.
Existem apenas duas versões do iPhone 3GS - 16 GB e 32 GB. Não existem meios para expandir essa capacidade. Por isso, é bom contentar-se com o que foi comprado. Entretanto, ter 32 GB à sua disposição é algo muito interessante. Porém, ter a mobilidade de poder aumentar o armazenamento é muito reconfortante. É nessa hora que o Nexus One ganha pontos.
Mesmo saindo de fábrica com apenas 4GB, o Google Phone permite que o seu dono use cartões de memória microSD para aumentar a quantidade de arquivos a serem armazenados no aparelho. Todavia, essa expansão vale apenas para o estoque de arquivos e não para a instalação de aplicativos. Para isso, é preciso usar a memória interna do telefone.
Disponibilidade
Talvez esse seja o maior ponto positivo para o iPhone 3GS. Ainda que o Google Phone tenha se saído vitorioso em alguns pontos, ele perde no quesito principal para os brasileiros, ao menos. Enquanto o iPhone 3GS é vendido em qualquer parte do mundo, o Nexus One ainda não chegou ao Brasil, pelo menos não oficialmente. Isso faz com que o aparelho perca algumas fatias do mercado.
Para “suprir” a falta que o Nexus One faz no país, muitos fãs de tecnologia têm optado por alternativas que pode satisfazer muito bem essa ausência. Smartphones como o Motorola Milestone (MotoDroid), Motorola Quench e outros da linha HTC (fabricante do Nexus One) têm recebido boas avaliações de várias origens. Por isso, a chegada do aparelho do Google não seja tão surpreendente justamente pelo fato de o sistema operacional já ser conhecido pelo mercado.
Outra questão importante é o preço. Sem dúvida alguma, ambos os aparelhos têm condições e competirem na mesma faixa de preço, se analisarmos critérios como funções, hardware e outros. Entretanto, o iPhone continua ocupando a primeira posição do ranking do preço alto. Um iPhone 3GS novo em folha pode custar até R$ 2.500, caso você deseje comprar um telefone desbloqueado e desvinculado de qualquer operadora de telefonia móvel.
Enquanto isso, um Motorola Milestone (citado por ser o mais próximo do Nexus One no Brasil) custa em torno de R$ 1.800 sem qualquer vínculo com operadoras. Se o Nexus One chegasse hoje ao nosso país, custaria algo próximo dos R$ 940, desconsiderando impostos e taxas de importação que hoje encarecem muito qualquer aparelho eletrônico vindo de países estrangeiros.
Assim, cabe aos brasileiros a espera e a pesquisa de preços e tecnologias até a chegada do tão esperado Android ao mercado nacional para que o smartphone possa ser colocado à prova contra a popularidade do iPhone também no nosso país. Afinal de contas, a reação de mercados estrangeiros são bastante diferentes do cenário do Brasil. Por isso, é preciso levar em conta a base de usuários de smartphones e quantos deles estão dispostos a comprar um aparelho de alta performance, quer ele seja o iPhone 3GS ou o Nexus One.

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